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Manifesto Literatura Digital

1 – A Literatura Digital é aquela obra literária feita especialmente para mídias digitais, impossível de ser publicada em papel;

2 – A Literatura Digital busca criar uma nova experiência de leitura para o usuário;

3 – A Literatura Digital requer um novo tipo de texto e de autor;

4 – Por literatura entende-se a arte da palavra; portanto, um projeto de literatura digital deve conter texto. Não ser um projeto de literatura digital não é ser melhor ou pior, apenas outra coisa, como video-arte;

5 – A Literatura Digital é um novo gênero literário, não substituindo os gêneros da literatura tradicional em papel ou e-book;

6 – A Literatura Digital pode ser multimídia, hipertextual, colaborativa, etc, mas não é necessário que todos os recursos sejam usados simultaneamente;

7 – A Literatura Digital pode ser encarada como uma ferramenta para incentivar a leitura em ambientes digitais. Não queremos que um usuário largue um livro para ler literatura digital, e sim que ele largue por 10 minutos seus joguinhos ou redes sociais e leia um projeto de literatura digital;

8 – Livro digital não é livro digitalizado – confundi-los seria o mesmo que filmar uma peça de teatro e chamar isso de cinema;

9 – A Literatura Digital é uma atividade lúdica, mas não é um jogo, pois num jogo o “objetivo principal é antes de mais nada e principalmente a vitória” (vide Homo Ludens, de Huizinga);

10 – Substitui-se aqui o conceito de livro pelo conceito de obra, entendido como “um objeto dotado de propriedades estruturais definidas, que permitam, mas coordenando-os, o revezamento das interpretações, o deslocar-se das perspectivas” (vide Obra Aberta, de Umberto Eco).